sábado, 16 de maio de 2009

Apocalipse Náufrago




Penso que se torna fácil de deduzir que a ideia será misturar os filmes “Apocalipse Now” (excelente filme) com o talvez menos conhecido “O Náufrago” protagonizado por Tom Hanks (excelente representação).
É neste preciso momento que estarão a perguntar como vou eu misturar um filme épico sobre a guerra do Vietname com um filme em que um tipo se vê obrigado a sobreviver durante quatro anos numa ilha deserta, em que a seu único amigo é uma bola de futebol?...Não faço a mais pequena ideia, uma vez que só comecei a pensar nisso agora mas de qualquer maneira gostava desde já de adiantar que para mim, todos os filmes de guerra deveriam passar a ser assim pois além de a poupança em casting e guarda-roupa ser enorme também o conflito real retratado poderia ter sido sanado com um ínfimo número de baixas(uma, no caso de suicídio); como não são, vou ter que ser um pouco mais original e por isso estou a pensar em algo como por exemplo:
a história relata a missão de um coronel do exército que é contratado para assassinar um general (a participação de Marlon Brando está dependente do facto de ele caber na ilha onde o filme irá ser rodado) que enlouqueceu, pois tem vivido isolado numa ilha não habitada desde à quatro anos para cá uma vez que o avião onde seguia se despenhou ao largo da mesma.
O general, estando louco, torna-se um perigo para o exército, que entende que a única alternativa será a sua eliminação. O que eles não sabem é que entretanto o general conta com o apoio de um pequeno exército formado por alguns javalis, lémures e meia dúzia de cocos mercenários que o veneram como um deus e que não irão facilitar a missão do coronel. Este filme não é aconselhável a quem se impressiona facilmente, pois um coco em fúria não é uma coisa bonita de se ver.
Uma história dramática sobre um tema que não deixa ninguém indiferente….porquê?....não sei nem quero saber!

sábado, 9 de maio de 2009

Álcool Pró Boneco




Uma vez que no texto anterior falei sobre cinema de terror decidi misturar os filmes “Chucky – O Boneco Diabólico” e “Morrer em Las Vegas” e ver o que saía… Não saiu nada, o que me obrigou à ingestão de um potente laxante intelectual para me desenferrujar um pouco e devo dizer que deverá ter funcionado na perfeição pois após quinze minutos de reflexão as ideias jorravam como se não houvesse amanhã e criei "Chucky - O Boneco Alcoólico".
Chucky era um boneco como tantos outros, manufacturado em Taiwan… feito de plástico… três pilhas de volt e meio no bucho e completamente desaprovado pela CE; Enfim… Tudo normal não fosse a particularidade de Chucky estar possuído por um espírito maligno e ter uma especial apetência para cometer assassínios em série em horário pós-laboral, pois durante o dia era um argumentista sem grande sucesso.
Tudo muda na sua vida perfeita quando é despedido pela sua produtora e se vê sem vontade de continuar a viver decidindo por isso rumar a Las Vegas onde planeia ingerir álcool até falecer; Após a sua chegada ao destino, Chucky conhece Barbie Prostituta, uma boneca da má vida com quem inicia uma relação não só amorosa mas também de mútua aceitação tanto das falhas como das opções de vida de cada um deles. Passado não muito tempo já se encontram a viver juntos uma vez que Barbie Prostituta também se sente sozinha desde que Ken Chulo faleceu.
O filme vai acompanhando até ao seu final a degradação física de Chucky devido ao abuso do álcool, devendo eu desde já avisar que a evolução das maleitas físicas provocadas por uma cirrose num boneco de plástico é na prática um pouco mais lenta que num ser humano; Por isso se é como eu e não tem nada que fazer nos próximos quarenta anos, não perca esta incrível história, uma autêntica lição de vida embora eu ainda não saiba exactamente qual…
Ah! Já sei… Comprem sempre brinquedos aprovados pela Comunidade Europeia! ;)

Evolução Aterrorizadora



Quem não se lembra daqueles filmes de terror manhosos da década de 80?... Muito provavelmente quem nasceu na de 90 é certo, mas apesar de eu não ter plena consciência de toda a década ainda fui a tempo de ver aquela que considero ter sido a mais imaginativa época do terror de baixo orçamento de sempre e apesar de a maior parte dos filmes dessa altura serem uma tremenda palhaçada, é certo que eram o melhor que havia e o melhor que se podia fazer.
Mais de vinte anos depois é incrível constatar que com todos os recursos agora disponíveis a nível tecnológico, a grande maioria dos filmes de terror actuais são tão maus e tão repetitivos que nos levam a ponderar seriamente a hipótese de experienciarmos uma situação clínica bastante comum vulgarmente conhecida pelos entendidos por morte. Com certeza que haverá excepções, e as duas estão entre os meus filmes de eleição, mas parecem-me muito poucas tal é a quantidade de filmes disponibilizados pelos estúdios de cinema actualmente que mais parecem padarias sempre a aviar em hora de nova fornada.
Talvez seja impressão minha mas parece-me que cada vez mais se fazem filmes para vender um produto quando antigamente se faziam por gosto ou quanto muito numa atitude “vamos fazer uma coisa engraçada e ver o que dá!” e por isso é que pareciam mais verdadeiros aos nossos olhos. Posso arrepender-me do que estou a escrever mas sou da opinião de que se os filmes de terror nonsense mais antigos já são hoje recordados por muita gente, mais ainda o serão no futuro, tornando-se verdadeiros ícones do melhor cinema foleiro de sempre.
Quem não se lembra da trilogia Mortos Vivos, de Chucky – O Boneco Diabólico, dos Palhaços Assassinos do Espaço, de Braindead, do Freddy Krueger, de Zombies, carros assassinos, entre outros….
Foleiro por foleiro prefiro o foleiro original!

sábado, 2 de maio de 2009

Ex-Terminador




É com grande prazer que aqui vos trago mais um “Mix” que a indústria cinematográfica ainda nos está a dever. Estou a imaginar uma mistura entre “Mar de Chamas” e “Exterminador Implacável “ que se poderia intitular “O Extintor Implacável”.
O Filme narra a história de um extintor cibernético que é enviado do futuro por um homem, para proteger a sua própria vida enquanto rapaz no presente, uma vez que nesse mesmo futuro o mundo é agora governado por um computador super inteligente que envia atrás no tempo um grupo de pirómanos cibernéticos assassinos com o intuito de o assassinar, pois está destinado a que no futuro este rapaz se venha a tornar o líder de um batalhão de bombeiros que irá combater e extinguir o fogo do Armagedão apenas com um extintor, dois baldes de água e uma grade de minis (estas são para beber é claro, porque homem que é homem não trabalha de borla).
Sei que inicialmente poderá parecer uma história um pouco complicada mas com o avançar do filme apercebemo-nos de que é mesmo, de qualquer maneira esta missão torna-se particularmente difícil uma vez que os pirómanos são cyborgs bastante modernos, evoluídos e constituídos por uma liga metálica liquida muito difícil de destruir, enquanto o extintor é um modelo bastante obsoleto e sem a respectiva manutenção anual efectuada.
Contudo nem tudo está perdido e haverá uma grande possibilidade de que o extintor triunfe no final uma vez que é isso mesmo que se encontra escrito no guião, por isso se gosta de extintores musculados, vestidos de cabedal negro e perseguições de moto a alta velocidade, não perca este filme cheio de acção, suspense e efeitos especiais.

Realidade Científica

Não há muito tempo atrás um certo presidente de um certo país que eu agora não vou estar a dizer o nome mas posso adiantar que começa por IR e acaba em ÃO, veio a público pela milionésima nongentésima nonagésima nona vez afirmar que o holocausto nunca teria acontecido. No preciso momento em que escrevo é bastante provável que já o tenha feito mais uma dúzia de vezes talvez numa tentativa completamente original de entrar no livro do Guinness mas sem ter ainda no entanto conseguido convencer muita gente do mesmo.
Talvez uma boa maneira de convencer mais pessoas pudesse ser utilizando um pouco de psicologia invertida aplicada com grande sucesso na televisão e no cinema onde por exemplo uma simples mensagem ‘não tente fazer isto em casa’ é por si só uma boa certeza de que irá mesmo ser feito.
Propunha então ao presidente em questão a realização do filme “Hitler - Encontros Imediatos de 3º Reich”, uma história que retrataria um grupo de pessoas que devido a um…sei lá, chamem-lhe pressentimento rumaria em direcção a uma zona remota onde aconteceriam uma série de fenómenos causados por experiências realizadas por um grupo de militares com a finalidade de tentar provar a existência do holocausto. A realização seria de tal maneira impressionante ao ponto de que no final, graças a extraordinários efeitos especiais surgiriam mesmo provas de que o holocausto existia e que inclusive até já teria visitado o planeta terra. Enfim… Pura ficção ao melhor nível na qual ninguém acredita!
Já agora e para terminar gostaria de sugerir que num projecto futuro e numa tentativa de se demarcar da ficção, optasse por realizar talvez um drama em tempo de guerra baseado numa história verídica; qualquer coisa como por exemplo, um grupo de fuzileiros marcianos que se vêm encurralados na sua embaixada em Vénus durante um golpe de estado neste mesmo planeta. Uma história sem dúvida dramática, esta sim, consensual que tenha realmente acontecido e que ainda hoje choca a humanidade em geral.

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