sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ASSALTO À FEIRA DO FUMEIRO DE MONTALEGRE

                                    ORA, ONDE ESTÃO AS CHOURIÇAS PARA ASSAR?

Numa altura em que o país caminha para o abismo da criminalidade, flagelo esse que se multiplica praticamente à velocidade de um qualquer herpes genital, é quase obrigatório que nos passe pela cabeça que os criminosos, deveriam também eles, ir para uma determinada zona corporal masculina também designada pelos entendidos por genitália! De qualquer maneira aquilo que ocorre a toda a gente, a pergunta que todo o ser humano formula, e acho que o Zé Castelo Branco também, é “Onde raio anda o Bruce Willis?”


Fosse arranha-céus, fosse aeroporto, ou até mesmo a mercearia do Sr. Joaquim, uma coisa era garantida, por uma estranha coincidência o gajo estava sempre lá no preciso momento em que o grupo de malfeitores decidia actuar. Revolta-me que por exemplo não se lembre de estar a comprar certificados de aforro no balcão dos CTT de Corroios quando entram os gajos de capacete do costume, acessório essencial nos dias de hoje para quem necessita de comprar meia dúzia de selos em segurança. Ou então no balcão do Crédito Agrícola de Boticas a tentar pedir um empréstimo para comprar um tractor agrícola, empréstimo esse recusado pois em pleno mês de Agosto, um tipo de óculos com lentes fundo de garrafa e de capote transmontano se encontra a efectuar um muito provavelmente ilícito levantamento de dinheiro alheio. Como é fácil de constatar, nenhuma destas situações daria um grande filme o que me levou a criar a fantástica alternativa do “Assalto à feira do fumeiro de Montalegre”.


O filme começa quando John MacClane (Bruce Willis), transmontano de gema, decide visitar a feira do fumeiro de Montalegre em vez de ficar em casa a encher chouriços. Mal sabia ele que um grupo de mercenários obcecados por enchidos se preparava para tomar a feira de assalto com um objectivo possivelmente bastante inteligente e credível mas que realmente não me está a ocorrer. Azáfama normal de um dia de feira… rajada de metralhadora para o ar… gritos vários e pessoas a correr em todas as direcções… bancas destruídas… linguiças espezinhadas… o horror! John MacClane que se encontrava nesse preciso momento a lutar ferozmente com uma sandoca de presunto, enerva-se, pega numa fiada de chouriças que se encontrava ali por perto como se de umas matracas se tratasse e… liga para a GNR e arranca para casa a correr!


Dias depois chega a GNR ao local do crime… tinham o veículo na oficina. Alguns meses depois os criminosos são detidos pela Policia Judiciária mas já sem grande parte do material roubado. De qualquer maneira já estou a visualizar o comunicado da PJ na televisão com o material apreendido exposto numa mesa… 15 chouriças de sangue, 2 morcelas, meio salpicão, um quarto de broa de milho e uma garrafa de aguardente. Todo o material vai agora ser destruído através de um processo bastante utilizado e aperfeiçoado ao longo dos anos pela polícia, e que dá pelo nome técnico de patuscada!


PS: Em primeiro lugar avisar que mandei o acordo ortográfico às urtigas, e em segundo salientar que qualquer divergência entre os acontecimentos descritos neste texto e a realidade é pura coincidência.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Indiana Jones E O Reino Da Vuvuzela De Cristal



Depois de uma bem sucedida trilogia de Indiana Jones, eis que os seus geniais criadores decidiram acrescentar mais um filme à saga sem que no entanto deixassem de ter apenas uma trilogia. Como?... Fazendo um filme que mais parecia uma sequela dos Ficheiros Secretos, e em que Mulder nos aparece agora de chapéu e chicote. Sei lá, estava à espera de qualquer coisa como “Indiana Jones e Os Salteadores da Arca Frigorífica Cheia De Minis” ou então como já existe aquele da Cruzada, criassem agora “Indiana Jones e o Último Sudoku”, mas não, vêm-me com este “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”. Só por causa das tretas vou borrar a pintura e meter aqui para o meio uma vuvuzela! Já que parecem estar na moda, e que não nos vamos ver livres delas tão cedo, parece-me que está na altura de lhe dar algum destaque no cinema, fazendo um filme onde raramente alguém lhe poderá soprar sob o risco de cortar as beiças. O filme começa com Indiana Jones a ser raptado no México por espiões russos, com a finalidade de os ajudar a localizar uma caixa que supostamente contém os restos mortais de um ser extraterrestre encontrado em Roswell, e que se encontra guardado num enorme armazém do governo no deserto do Nevada. Ora, fazer escavações no México parece-me sempre uma boa opção, pois à velocidade com que os cartéis assassinam malta e a atiram para valas comuns, a probabilidade de encontrar uma múmia torna-se bastante elevada. Os russos pretendem encontrar a caveira deste extraterrestre, pois esta supostamente terá propriedades mágicas. Ao abrirem a caixa apenas encontram o esqueleto sem cabeça, altura que Indiana aproveita para fugir para o deserto onde por coincidência os americanos realizavam um ensaio com uma bomba atómica. Num golpe de génio, Indiana enfia-se num frigorífico abandonado que por acaso estava mesmo ali por perto e evita ser atingido pela enorme onda térmica causada pela explosão, saindo logo de seguida sem se preocupar com raios gama ou cinzas radioactivas. Muito provavelmente morreu passado uns anos não da radiação, mas de envenenamento por chumbo da ferrugem que engoliu dentro do electrodoméstico. Se há uma lição para todos os jovens que assistem ao filme, será a de atirarem todos os electrodomésticos velhos para qualquer descampado pois nunca se sabe quando iremos estar no meio de um cogumelo atómico e a precisar de um frigorífico mesmo à mão de semear. De seguida Indiana encontra-se numa estação de comboios onde é abordado pelo puto dos Transformers com o cabelo ensopado em brilhantina, e que lhe diz que um doutor velho amigo dele foi raptado no Peru, onde tentava encontrar uma vuvuzela de cristal que no fundo era a cabeça de um extraterrestre do planeta Vuvuzelus. O puto trazia uma carta da mãe que também tinha sido raptada, e que continha uma mensagem codificada para que encontrassem o doutor desaparecido. Ao chegarem ao local indicado no Peru, descobrem que o tipo tinha estado internado num hospital psiquiátrico até ter sido raptado, muito possivelmente devido à interacção com a vuvuzela, nomeadamente quando a meteu na boca e efectuou uma acção de expulsão de ar dos pulmões, também conhecida pelos especialistas como sopro. São então capturados pelos russos e levados para um acampamento no Brasil, onde encontram a não só a vuvuzela como também o doutor e a mãe do rapaz, que ao que parece Indiana já conhecia ligeiramente, ao ponto do puto ser filho dele também. Os russos acreditavam que quem devolvesse a gaita aos extraterrestres, adquiriria não só um enorme conhecimento como também poderes psíquicos, o que lhes daria vantagem psíquica sobre os inimigos num futuro conflito. Fogem todos novamente pelo rio Amazonas e dirigem-se novamente ao Peru onde entram num templo com treze esqueletos de extraterrestres sentados em círculo, sendo que faltava a vuvuzela a um deles. Entretanto os russos que os seguiram, invadem o templo, devolvem a vuvuzela ao esqueleto, os extraterrestres ganham vida, o doutor fica mentalmente são, os russos são aniquilados pelos extraterrestres que saem do templo a trautear a 5ª Sinfonia de Beethoven em vuvuzela, o puto penteia-se outra vez e para finalizar Indiana ainda tem tempo para fazer mais um filho. Um regalo!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dragonbostall



Há algum tempo atrás tive a oportunidade de visionar o filme “Dragonball Evolution” e se por ventura o título faz referência a uma evolução, sou obrigado a constatar que evoluiu para uma bela merda! Estar sentado a ver este filme durante hora e pico, ou em pé a levar com uma ripa de marmeleiro nas costas durante o mesmo espaço de tempo, exerce provavelmente o mesmo efeito em todo o indivíduo que a qualquer das duas hipóteses se predisponha… uma dor agoniante e um desejo imensurável de fugir para qualquer outro lugar. Fiz portanto aquilo a que chama na gíria cinematográfica de o frete, uma vez que ansiava tanto pelo final do filme como um Skinhead condenado a três anos de cadeia numa prisão senegalesa pelo fim do cativeiro. Com a vantagem de que no final não me doía o rabo… mas quase!

Primeiro, não sei o que passou pela cabeça do realizador ao fazer esta obra-prima do cinema, mas de uma coisa tenho a certeza… estava desesperado para ir mudar a água às azeitonas, tal a pressa com que atirou os personagens para a história, e aviou o enredo a um ritmo do estilo enfarda burros. Depois, e para quem seguiu minimamente os desenhos animados, são notórias as diferenças, não só a nível da história (principalmente de Goku, a personagem principal), mas também falhas, tanto a nível de explicações necessárias para certos acontecimentos ao longo do filme, como a nível de escolha de casting, onde me parece que o personagem “Master Roshi” deixou bastante a desejar. Onde está o velhote de barba branca com um ranho a sair do nariz cada vez que via uma gaja em bikini? Como se não bastasse, ainda nos sai na rifa um vilão que tem tudo menos parecenças com o nosso já conhecido Coraçãozinho de Satã e cuja história é também ela confusa e servida aos empurrões. Verdade seja dita, Piccolo (sim, esse é o nome original de Coraçãozinho de Satã), inicialmente aparenta ser um gajo bastante perigoso, mas assim que diz o seu nome, corre o sério risco de pôr toda a gente pensar que é uma espécie de novo gelado da Nestlé e perder a pouca credibilidade que lhe resta; houve inclusive uma senhora sentada à minha frente que pediu logo duas caixas para levar para as netas. Mentira, nem sei se esta cagada chegou às salas de cinema, e mesmo que chegasse não haveria com certeza nenhum gajo a vender gelados dentro da sala do cinema … a não ser que fosse talvez uma sessão tardia de gay porn em que aí poderia vir a ser necessário um tipo a vender Calippos e Cornetos.

Se a palhaçada continuar a este ritmo, e caso alguém com o quociente de inteligência de um pires de tremoços tenha o atrevimento necessário para realizar uma sequela para o primeiro filme, temo que Goku ainda venha a ter que pedir auxílio ao sempre poderoso Super Maxi para derrotar o temível senhor das trevas chamado Perna De Pau.

PS: Aquilo que na foto parece uma bola de cristal, é na realidade uma bola de cócó de outro planeta!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pelicastessen



O Facto de os filmes “Delicatessen” e “Dumbo” nunca terem resultado numa única e exclusiva película cinematográfica, deve-se ao simples facto de os responsáveis por esta indústria em particular, só poderem atingir o meu nível de imbecilidade criativa, no dia em que conseguirem submeter-se a quinze esgotamentos cerebrais consecutivos no espaço de uma hora… esperem um pouco… ahh!... pronto, dezasseis! O filme propriamente dito, passa-se num futuro pós-apocalíptico, em que a comida é agora tão rara e valiosa que se torna a moeda corrente preferencial; aconselho quem neste momento estiver a fazer um exercício de raciocínio para tentar imaginar um futuro assim, a olhar para o presente pós-apocalíptico de alguns países do continente africano. A história centra-se no senhorio de um edifício, que também é proprietário de um talho situado nesse mesmo prédio, e que de tempos a tempos, premeia os seus inquilinos com uma maravilhosa refeição de carne. Curiosamente, todos os zeladores que vão trabalhando no edifício, desaparecem mais ou menos na mesma altura, aparecendo na travessa de todos os que se deleitam com a refeição em questão, ajudando a que mais uma vaga de emprego surja no mercado. Para preencher esta vaga, aparece Dumbo, um pequeno elefante palhaço desempregado de orelhas enormes, que tinha acabado de ser despedido do circo onde trabalhava, pois não animava ninguém, uma vez que andava sempre de trombas. Assim que é contratado, Dumbo apaixona-se pela filha do senhorio, e apesar de lhe querer fazer uns biscates na canalização, tem de esperar, pois ela está mais preocupada em tentar evitar que o seu pai dê a Dumbo o mesmo destino que a todos os outros zeladores anteriores. Enquanto se desenrola a história, tempo para nos divertirmos com o malandreco do elefante a trocar lampadas e a passar corredores a pano usando apenas as suas patas tão delicadas como uma família de Braquiossauros a viver numa loja da Vista Alegre. Prevê-se pois uma batalha difícil para todos eles, num filme que se dependesse de mim, Dumbo acabaria sem os respectivos apêndices auriculares, uma vez que sou grande apreciador de um bom prato de orelheira… ou neste caso… duas travessas cheias. Se por acaso algum dos queridos leitores for contra esta minha ideia, que fale agora, porque já sabem que para vocês sou como o nosso amigo Dumbo… todo orelhas!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

I Robo(t)cop



Numa tentativa verdadeiramente estúpida para encontrar um ser vivo não humano capaz de apresentar comportamentos humanos no dia-a-dia, cheguei à conclusão que apenas dois me satisfaziam totalmente. O Robocop e o Inspector Max! Inspector Max cativou-me pelo facto de solucionar crimes mesmo quando aparentava não fazer a mínima ideia do que estava ali a fazer, e por uma vontade enorme de quando chamado pelo protagonista principal, desatar a correr na direcção errada, numa atitude muito coerente com o meu comportamento e o de outros seres humanos com quem habitualmente convivo, e que é o de pensar “Mas que porra de merda é esta, vou mas é pôr-me a andar!”. Apesar disso tudo decidi escolher o Robocop, uma vez que por baixo daquela enorme lata de conserva com pernas armada até aos dentes, ainda haveria uma réstia de humanidade. Um humano que como se não bastasse ser polícia de profissão, ainda lhe sai na rifa ser brutalmente atacado por um grupo de malfeitores que através do uso de armas de fogo de várias formas e feitios, o conseguem transformar na muito provavelmente primeira peneira humana do planeta. Às portas da morte é utilizado num projecto altamente secreto e experimental que tentava misturar tecnologia com tecido humano e que o transforma num polícia metade homem, metade máquina. O segundo filme retrata-nos uma era em que para além dos robots estarem completamente inseridos na sociedade como forma de auxilio aos humanos, também Will Smith é proprietário de uns bíceps mais largos do que o seu próprio tórax, quando em início de carreira. Juntando os dois filmes com algumas alterações, sairia qualquer coisa que poderia ser confundida com um produto da Apple… o I Robo(t)cop! A trama seria idêntica, uma sociedade futurista onde o auxílio de robots nas tarefas diárias dos humanos é agora banal, e onde o objectivo passa por produzir estes robots em massa para que futuramente venham a ser controlados por um super-computador, com o intuito de tornar o processo de regulação e controlo dos mesmos mais simplificado. O cientista responsável pela criação dos primeiros robots aparece morto, e um detective que por acaso detesta robots é encarregue de averiguar o caso, descobrindo imediatamente Robocop escondido no quarto do cientista, o que o leva a desconfiar que o mesmo foi assassinado pelo robot. Robocop tornou-se obsoleto e deixou de ser policia para se tornar segurança privado, uma vez que já verte tanto óleo que o obriga ao uso de fraldas. Isto não o impedia de ser o robot preferido do cientista, pois foi a sua primeira criação, e era portador de características únicas e especiais. Temos portanto nesta primeira parte do filme a fuga do robot ao detective, uma vez que não queria ser preso por algo que não fez, parte essa recheada por perseguições espectaculares, a velocidades extremas, pois como se lembrarão, Robocop era dono de uma velocidade só equiparada à de uma tartaruga tetraplégica. Quando finalmente o robot é apanhado e é condenado a pena de morte através de abre-latas letal, o detective começa finalmente a acreditar na sua inocência, uma vez que os outros robots se começam a comportar como psicopatas sanguinários, o que faz com que comece a perceber que afinal a trama por trás do assassinato é ainda maior. Depois de tentar confrontar o patrão da empresa que produzia e controlava os robots, e de o encontrar também ele assassinado no escritório, o detective apercebe-se que afinal o cérebro por trás de todas as mortes e da rebelião robótica, é o super-computador encarregue de os controlar, e que se passou dos carretos ao interpretar uma das principais leis dos robots, que era a de proteger os humanos. E que melhor maneira de nos proteger senão matar a grande maioria antes que nos matemos uns aos outros em guerras sem significado ou consumamos todos os recursos naturais do planeta e acabemos por nos extinguir. Como dizia o velho ditado “Tanto quisemos fazer… que acabamos por nos f…!”. Enfim, mais do mesmo, em que por trás de todos os aparentes culpados e de toda a destruição, se encontra geralmente a genialidade da mente humana.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Forrest Gump E A Pedra Filosofal



Quando começou o filme e me apareceu um anormal que passava a vida a dizer “ Como a minha mamã costumava dizer - A vida é como uma caixa de chocolates, nunca sabemos o que vamos encontrar lá dentro ”, devo dizer que me senti tentado a cometer uma loucura e atirar ao calhas “ Se calhar chocolates, não?”. Não o fiz pois não queria destruir o imaginário do rapaz e principalmente porque me apercebi que a analogia até faria algum sentido. É que no final de ambas as coisas em questão, o resultado poderá ser idêntico numa mesma pessoa… é bem provável que possas acabar por te cagar todo sem que possas fazer grande coisa em relação a isso! De qualquer maneira o que interessa agora dizer é que com a morte dos pais, Forrest viu-se forçado a ir viver para a casa duns tios azeiteiros e um primo ranhoso, que não iam lá muito com a cara dele e lhe faziam a vida negra. Tudo mudou quando Forrest recebeu um inesperado email a dizer “ Ó meu ganda totó, abre a merda da janela do quarto, que nós mandamos-te uma coruja-correio com uma carta e ela não consegue entrar!” O que fez com que ele acolhesse a coruja nos seus aposentos e recebesse uma carta de uma escola de magia da região, a dizer que tinha sido aceite para estudar lá, e que se devia apresentar o quanto antes. É claro que os tios se recusaram a deixa-lo ir, pois já há muito tinham reparado que além dele ter umas botas ortopédicas à maneira, era também possuidor de poderes extraordinários, os quais eles não iriam deixar desenvolver. Como a escola não aceitava recusas, enviaram um gigantone com uma cabeleira só ao nível de uma estrela de Rock dos anos oitenta, para o tirar de casa à força. Assim que chegou à escola ficou a saber que os pais não tinham morrido num acidente de viação como pensava, mas sim assassinados por um mago das forças do mal, o qual teria supostamente sido destruído no confronto, e que por pouco não o matou a ele também, deixando-o no entanto com um problema nas pernas e outro no cérebro. Ao que parece, as forças do bem desconfiavam que o mago malvado não teria desaparecido e que estaria a tentar voltar ao mundo dos vivos e tornar-se imortal com a ajuda de uma poderosa pedra… a Pedra Filosofal. Os Professores acreditavam que se havia alguém que poderia evitar isto seria Forrest pois já lhe tinha sobrevivido uma vez. Para tal começaram a treina-lo de maneira a ele ficar mais forte, levaram-no a comprar uma vassoura, à qual ele pediu para aplicar um aileron traseiro e um conjunto de néons, e comprou também o último grito em varinhas mágicas… a Moulinex 3000! Todo artilhado, encontrava-se agora preparado para enfrentar o mal… ou então mandar tudo às favas e ir arranjar uma vida. Quando descobriu que a Pedra Filosofal se encontrava guardada no castelo onde estudava, cedo começou a desconfiar que o mago malvado estaria a ser ajudado por alguém no interior, e quem melhor para desconfiar do que do professor de poções, uma vez que como vocês provavelmente se lembram, este tipo tinha sido impedido uns anos antes, por uma versão do Bruce Willis com cabelo, de assaltar um arranha-céus(esta é para cinéfilos!). Vem mais tarde a descobrir que o traidor era outro insuspeito professor que tinha afinal duas caras… literalmente… a dele na frente e a do mago na nuca. No confronto final ficamos a saber que o mago não podia tocar em Forrest sem que fosse submetido a uma dor imensa, o que não o impediu de quase matar o nosso herói, tendo que ser salvo pelo director da escola de magia, que era uma espécie de avô cantigas com guedelha comprida e poderes.

Errata: Na última frase onde classifiquei o director como um avô cantigas de guedelha e poderes, cometi uma ligeira imprecisão uma vez que me parece agora que o avô cantigas também tivesse poderes, sendo que o principal entre eles, era o de me tirar do sério!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Anaconda De Monte Cristo



Antes de mais, uma chamada de atenção para o filme “Anaconda”, onde o rabo de Jeniffer Lopez ganhou o oscar de melhor efeito especial. Para quem não a conhece, basta dizer que é só imaginar uma espécie de velocipede com atrelado. Fora isso, o resto do filme é uma porrada de gente a levar apertos e a ser engolida de seguida, o que até poderia não ser muito mau, não fosse o facto de ser uma anaconda de doze metros a executar o serviço. O final que este filme nos ficou a dever, teria sido a anaconda tentar engolir a Jeniffer Lopez, ficar entalada nas ancas e rasgar os ligamentos dos maxilares, morrendo de maneira dramática. Quanto ao segundo filme devo dizer que é uma das minhas histórias favoritas, uma vez que poderia acontecer a qualquer um. O Gajo tem uma vida simples mas boa, o gajo fica preso injustamente durante anos numa ilha/prisão, o gajo consegue fugir, o gajo encontra um tesouro e fica rico, o gajo lixa toda a gente que o lixou! Mas vamos por partes. No novo filme temos a história de dois amigos, um pobretanas que tem um emprego mediocre e uma namorada gira com quem faz planos para casar. O outro é um ricaço que poderia ter tudo o que quer, mas parece daqueles putos mimados que só querem o que é dos outros mesmo que seja para usar apenas durante cinco minutos, por isso arranja um estratagema para entalar o amigo por um crime que não cometeu, enviá-lo para a choldra por uns bons tempos, e ficar-lhe com a gaja. Após anos de encarceramento e degradação, trava conhecimento com um velhote que estava na cela ao lado e que ao escavar um túnel vai ter por engano à cela dele, o que lhe traz uma enorme confiança em escapar da prisão. Juntos começam então a escavar um túnel na direcção correcta, ao mesmo tempo que se vai cultivando, uma vez que o velhote é dono de uma vasta biblioteca e lhe ensina de tudo um pouco. Quando estavam quase a acabar o túnel o velhote morre, não sem antes dizer “F****-**!”, e de lhe indicar a localização de um vasto tesouro, o tesouro de Monte Cristo que tem a particularidade de ser guardado por uma anaconda de doze metros. Como os corpos dos defuntos eram atirados ao mar, o nosso heroi consegue trocar de lugar com o velhote e apanhar boleia para fora da prisão, onde depois de andar á deriva no mar, é recolhido por um barco de piratas de quem mais tarde fica amigo e promete uma generosa recompensa em troca de ajuda a resgatar o tesouro. Depois de muito pirata chacinado, lá desenrascam uma ideia que terá sido provavelmente a primeira utilização de um bombista suicida. Carregaram um pirata de dinamite e serviram-no à cobra, o que diga-se, lhe provocou uma enorme azia e posteriormente o falecimento. Já milionário, volta pra terra dele, para iniciar a sua vingança, onde encontra o homem que o atraiçoou casado com a sua amada e com um filho que vem a saber mais tarde ser seu. Tudo isto sem ser reconhecido, uma vez que é agora dono de um belo bigode que impede que toda a gente o reconheça. É uma espécie de Clark Kent do bigode. No final consegue matar o mau da fita, recuperar a mulher, e assumir a paternidade do filho que ainda até à bem pouco tempo chamava pai ao gajo assassinado. Tudo numa boa, portanto… o que lá vai,lá vai… nem que tenha sido à quinze minutos atrás!


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dirty Dancing Com Lobos



Lembro-me de não há muito tempo atrás pedir desculpa pela utilização de um dos títulos cinematográficos utilizados num texto na sua língua original, nesse caso a inglesa, argumentando que nada teria a ver com a maior facilidade em criar um trocadilho interessante. Não é isso que acontece neste caso. O título de” Dirty Dancing” em Portugal foi nada mais, nada menos do que “Dança Comigo”, o que a misturar com o segundo filme resultaria numa grande trapalhada e no mínimo em ferimentos ligeiros para os intervenientes. Ou bem que danças comigo, ou bem que danças com lobos, com os dois ao mesmo tempo é muito provavelmente perigoso. Ultrapassado este problema surge-nos outro. E como situar um professor de danças latinas na guerra civil norte-americana? Com muita dificuldade, mas com extrema necessidade caso queiramos criar uma história por muito estúpida que ela seja. Com certeza que os combatentes da guerra civil teriam variadas profissões, por isso é de supor que algures lá no meio houvesse um professor de dança. Um tipo que após ter sido reconhecido como herói de guerra, graças ao sucesso de uma das suas missões, é recompensado com a possibilidade de escolha do lugar onde poderá continuar a servir o exército. Ele pede para ser destacado para junto da fronteira, para um posto longínquo e solitário, onde não acontece nada de especial à excepção de aos poucos ir travando conhecimento com grupo de índios Sioux. Além disso vai criando uma relação de confiança com um lobo que vai aparecendo nas redondezas, e ao qual ele dá o nome de “Peúgas Rotas”. Aos poucos vai tentando comunicar com os índios através de gestos, passando posteriormente a utilizar algumas palavras e finalmente criando uma relação de amizade com alguns dos índios, o que vem mais tarde a provocar, um afastamento dos seus colegas de exército e até o abandono total das suas obrigações como militar, optando por se juntar definitivamente aos índios que na altura tentavam lutar pela permanência num território que consideravam ser seu e que começava a ser ameaçado pelo exército. Assim que é levado até à aldeia índia, é apresentado imediatamente ao grande chefe “Cabeça de Piaçaba”, e ao curandeiro “Bugalhos Alucinados” que lhe dão as boas vindas. Pouco tempo depois conhece uma mulher branca que vivia com os índios desde criança, e que dava pelo nome de “Vaca Deitada”, e pela qual ele se apaixona imediatamente. Às tantas quando se apercebe está a dar-lhe aulas de danças latinas às escondidas, uma vez que “Cabeça de Piaçaba” (o pai adoptivo da rapariga), não aprova a relação entre ambos. Tudo isto porque na primeira oportunidade que teve, não é que o tipo se põe em frente a toda a gente a gingar as ancas ao ritmo da música, como se fosse uma havaiana com epilepsia. A partir desse momento o grande chefe apercebeu-se que o caldo estava entornado e atribui-lhe o nome índio “ Cátia Vanessa”. Um orgulho, pois claro. Mais tarde veio a permitir a relação entre os dois, uma vez que “Vaca Deitada” pura e simplesmente não conseguia esquecer  “Cátia Vanessa”, mas com a condição de que “Cátia Vanessa” dançasse o menos possível e de preferência longe da aldeia, caso contrário teriam de resolver o problema partindo-lhe as pernas.

A parte final, em que a tribo é parcialmente chacinada pelo exército, e em que “Cátia Vanessa” e a sua amada têm de fugir se quiserem salvar as suas vidas, não vale a pena contar agora pois iria estragar a única coisa decente neste filme. A que eu não inventei, portanto.



 


sábado, 17 de outubro de 2009

Clube De Combate Dos Poetas Mortos




“Clube Dos Poetas Mortos” foi uma grande obra cinematográfica? Foi sem dúvida nenhuma, embora eu não consiga deixar de lamentar a falta de violência e acção que geralmente mantém as pessoas acordadas ao longo de qualquer filme. “Clube De Combate” foi um grande filme? Foi sim senhor, mas penso que lhe faltou a respectiva profundidade educativa e cultural. Por tudo isso, o melhor mesmo seria pegar no primeiro filme e introduzir-lhe a rambóia do segundo. A história de um professor de poesia numa academia de ensino preparatório, que utiliza métodos de ensino muito pouco convencionais para transmitir o conhecimento aos seus pupilos… porrada da velha! Como a própria expressão indica, a ideia não é de todo original, com certeza que já terão ouvido pais e avós a dizer que no tempo deles é que era… ou te portavas em condições e sabias as respostas, ou estavas imediatamente a levar pela medida grande. Ironia das ironias, é que anos mais tarde a vingança é servida. Se antes os professores batiam por não saberes a resposta, nos dias de hoje é provável que sejam eles próprios espancados por fazerem a pergunta. E ainda dizem que não honramos os nossos antepassados. Voltando ao que interessa, o filme retrata a história de um grupo de jovens estudantes numa academia de tradições bastante conservadoras, e cujos princípios se baseiam em quatro pilares fundamentais: Tradição, Honra, Disciplina e Excelência. Escusado será dizer que o que eles queriam mesmo era sexo, futebol, álcool e drogas mas na impossibilidade disso acontecer, dedicam-se a um dos piores flagelos da sociedade… a poesia! Ao mesmo tempo, a grande maioria dos pais destes alunos exerce enorme pressão sobre eles, uma vez que já idealizaram o futuro dos filhos, e não permitem que eles se desviem minimamente do plano traçado. A rapaziada encontra um escape, quando conhece o professor de poesia, um tipo com um método de ensino pouco usual, e que entre outras coisas lhes transmite a ideia de que eles devem fazer valer a sua opinião, e não se deixar influenciar por opiniões externas. Mas não terá sido isso que ele acabou exactamente de fazer? Além disso, e para que os pupilos conseguissem libertar o stress causado pela pressão dos pais, e melhor assimilassem o estudo, leva-os a conhecer um grupo restrito de pessoas com iguais objectivos, e que têm por hábito reunirem-se e libertarem todas as angústias na forma de batatada. Combates um contra um, sem sapatos e sem camisa, que só terminam quando um dos dois desiste ou demonstra que percebe menos de poesia do que o outro. Parece que já estou a imaginar dois tipos, um a declamar Whitman, outro a declamar Byron, e zás, toma lá que já levaste um banano… parece que hoje, Byron foi realmente melhor!

sábado, 10 de outubro de 2009

Cinema Luso




Não gostaria de estar aqui neste post a discutir se o cinema português é ou não melhor do que o cinema norte-americano, até porque seria bastante estúpido da minha parte estar a discutir comigo mesmo; No entanto gostaria de destacar alguns dos pontos positivos que consigo encontrar no cinema português, e passo a enumerar ……………… pronto, já está!... Não, agora sem brincadeiras ……………ok, terminei!
Tudo bem, estou a ser um pouco pessimista demais pois acabei de me lembrar que nem tudo é mau no nosso cinema e passo a exemplificar com o filme “Branca de Neve” de João César Monteiro. O filme, apesar de não ser muito recente (2000), torna-se bastante fácil de reter na memória pois caracterizava-se pela pequena particularidade de todo ele ser uma imagem negra onde apenas se ouviam de fundo, as vozes dos actores. E andei eu, feito estúpido, estes anos todos a pensar que para se fazer um filme seria necessário talvez filmar! O tanas é que é! Aliás, todos nós sabemos que bastam apenas os diálogos dos filmes portugueses para dar a vivacidade suficiente a qualquer película cinematográfica, mantendo-nos agarrados do princípio ao fim do filme. Alguns leitores poderão estar a pensar “Mas um filme assim deve ser uma grande bosta!” …. Claro que sim, mas o meu raciocínio vai mais além… João César Monteiro é um visionário, um pioneiro do cinema neo-noir e inclusivamente já tem seguidores nos Estados Unidos.
Se têm estado atentos ao cinema internacional, recordar-se-ão dos filmes “Sin City”, “300” e “The Spirit”, alguns deles escritos, outros realizados ou ajudados a realizar por Frank Miller. Estes filmes têm a característica única de serem bastante sombrios e alguns deles são até maioritariamente a preto e branco. Ora eu estou convicto que Frank Miller é um wannabe de João César Monteiro, mas no entanto ainda sem a qualidade suficiente para atingir a perfeição do mestre e retirar também o branco das películas, deixando apenas o preto e realizando assim uma verdadeira obra-prima.
Posto isto, resta-me esperar ansiosamente pelo dia em que os tremendos avanços tecnológicos que virão no futuro, venham a permitir mais uma evolução fantástica do cinema, e consigamos atingir o feito praticamente utópico de realizar um filme mudo em Portugal. Manoel de Oliveira tem feito algumas tentativas, é certo, mas ainda um pouco frustradas, diga-se! … ou então ainda, e esta é uma ideia minha, poderemos tentar atingir a perfeição total aproveitando o fundo preto já existente, retirando todo o som, introduzindo apenas um pouco de estática e voilá, candidato a melhor filme no festival de Cannes.
Será só uma questão de tempo, por isso futuro cá te aguardamos!

sábado, 3 de outubro de 2009

Cheira Bem... Cheira A Estrume




É com grande prazer que volto hoje com um tema que poderá eventualmente não ser do agrado de todos, mas paciência… agrada-me a mim e é o que interessa, ou não fosse eu uma das pessoas mais importantes na minha vida. Até me poderiam pedir para escrever sobre um qualquer drama deprimente, mas se há coisa para a qual não tenho grande jeito, é para escrever enquanto tento algo parecido com um enforcamento… é tudo uma questão de prioridades! Foi por essa razão, que na senda do primeiro super-herói português “Walvarinho”, esgalhei agora o segundo. Tendo como exemplo o “Homem-Aranha”, pensei em criar o “Homem-Morcego”, mas não sei porquê, chamem-lhe instinto, pareceu-me que não iria ter grande sucesso, e à falta de melhor, avancei com o incrível “Homem-Escaravelho do Estrume”. Para quem não sabe, o escaravelho do estrume, para além de ser considerado o animal mais forte do planeta, é aquele insecto que é uma espécie de Maradona das fezes. O que ele faz, é fazer-se acompanhar para onde quer que vá, por uma rechonchuda bola de merda. Ele come-a, dorme com ela, conversa com ela, e até vai passar férias ao estrangeiro com ela, tudo isto enquanto a conduz com as patitas, de um jeito só ao alcance do pequenito génio da bola. É nesta altura, que toda a gente já se apercebeu aonde isto vai parar. Toni (nome fictício), pois se o chamasse de Joaquim José da Silva, era parvo, porque estaria a revelar a sua verdadeira identidade, era um indivíduo vulgar, com uma vida normal, até ser picado por um escaravelho do estrume. A primeira sensação foi de mau estar, como se estivesse adoentado, depois foi surpreendido por um aumento brutal da sua capacidade física, um apuramento de todos os seus sentidos, e por uma vontade enorme de sair mundo fora a juntar merda com palha e a construir bolas enormes com a matéria-prima daí resultante. Posto isto, escusado será dizer que o principal super-poder do nosso herói, será um hálito a retrete pública que ninguém aguenta. Parece que já estou a ver o gajo a dizer ao malfeitor “Anda cáaaa, que eu só quero conversar contigo!”… ao qual ele responderia imediatamente “Rendo-me, se prometeres que não abres mais a boca!”. Outras capacidades incríveis adquiridas são, o corpo que é agora uma espécie de couraçado impermeável a qualquer arma de fogo, a bola gigante de cocó que ele conduz e que pode ser utilizada como rolo compressor de bandidos, e além disso, bolas mais pequenitas que ele pode usar como projécteis para atingir os adversários. Para a trama do filme, estava a pensar numa história original em que o vilão, é o pai do melhor amigo, um cientista louco, que quando lhe vê serem retirados os fundos para o desenvolvimento do seu projecto, e na tentativa de provar que o mesmo é útil e viável, começa a utilizar o protótipo entretanto construído, para praticar o mal. Não, não era uma prancha voadora mas sim um carrinho de rolamentos a energia solar, porque os portugueses pensam primeiro no ambiente e na preservação do planeta (gargalhada generalizada). Para terminar, resta-me dizer que na minha opinião, este super-herói é ideal para um país como Portugal, pela simples razão de que aos anos que andamos por cá a fazer merda, material para ele laborar não vai faltar com certeza.

sábado, 26 de setembro de 2009

Fim-De-Semana...?




Assim que me surgiu na carola, a ideia de fazer algo interessante com o filme “Fim-de-Semana Com O Morto”, comédia do final dos anos oitenta que retrata a história de dois amigos falhados que são convidados a passar o fim-de-semana na casa de praia do patrão, mas que ao chegarem lá se apercebem que o patrão está morto, e ao invés de chamarem a polícia, decidem aproveitar o fim-de-semana tentando fazer toda a gente acreditar que o tipo está vivo, não demorei em imaginar mistura-lo com o clássico porno português “Fim-de-Semana Lusitano”, dando origem talvez, ao primeiro filme da industria pornográfica dedicado à necrofilia, intitulado “Fim-de-Semana Lusitano…Com O Morto”. Ora, não podendo eu confirmar publicamente que alguma vez tenha visionado o filme “Fim-de-Semana Lusitano”, vamos então supor que um conhecido meu, viu e me contou assim por alto. Para quem não sabe, garanto desde já que é uma das melhores comédias portuguesas de todos os tempos… e já estou a contabilizar o recente “Second Life”. Chamo particular atenção para a cena brilhantemente conseguida, em que uma das protagonistas se acaricia no quarto quando é surpreendida por uma segunda gaja em lingerie, que emite a profunda questão/afirmação “O que estás a fazer?... isso é pecado, é feio… não deves fazer isso!” Como reagiu a inquirida à questão colocada? Desata a rir de uma maneira espontano-badalhoca que não me pareceu que estivesse minimamente no guião (se é que ele existiu). Prova disso, e da capacidade de improviso da devota seguidora de Cristo que inquiriu, vem de seguida, “ Não te rias…porque eu não quero que tu te rias” Claro que não, pensei eu imediatamente, se existem duas coisas que devemos levar a sério cá por estes lados, uma é a grave crise económica que o país atravessa, e a outra é a auto-estimulação clitórica. Mas não me interpretem mal, eu aprecio a espontaneidade, e se pudesse, eu mesmo lhes daria um Óscar bem dado. Posto isto, e depois de sentir que contribuiu em larga escala para o meu amadurecimento como pessoa (completei agora 12 anos, portanto), decidi que seria demasiado arriscado fazer agora a minha primeira incursão no porno, uma vez que este blog se encontra actualmente no top ten do Vaticano. Vamos lá a ver então… um morto… um morto… ah, já sei! O gajo do “Corvo” também estava morto, por isso porque não “Fim-de-Semana Com O Morto… Vivo”, a história de dois tipos que são convidados a passar o fim-de-semana na casa de praia do patrão, e que assim que lá chegam se deparam com uma situação em que o patrão foi violentamente assassinado por um grupo de bandidos, e que voltou do mundo dos mortos, guiado por um corvo com o qual ele mantém uma forte ligação, tão forte que magoando o corvo, magoam-no a ele também. O objectivo do morto-vivo é vingar-se de todos os que participaram no seu assassinato, ao passo que o dos dois convidados, é de tentar evitar que ele se meta em mais sarilhos, protegendo o corvo, e limpando as cagadelas do mesmo que entretanto já começaram a corroer o verniz da mobília um pouco por toda a casa. Será que vão conseguir?... O suspense mantém-se!

sábado, 19 de setembro de 2009

Sete Pecados Mortais No Tibete




Com a Segunda Guerra Mundial praticamente a anunciar-se, num mosteiro tibetano, um assassino anda à solta. Ao que parece, alguém anda a assassinar monges, utilizando os sete pecados mortais como justificação, e tendo como modus operandi (aí está, a minha primeira incursão no latim) a elaboração de complexos cenários em que as vítimas são mortas de maneiras diferentes consoante o pecado que tenham eventualmente cometido. Penso que esta é a altura apropriada para fazer um aparte dizendo: Dan Brown, toma lá que é para aprenderes! Para tentar resolver estes crimes, é destacado um detective austríaco que curiosamente também é alpinista e se encontra por perto, pois acaba de abandonar a esposa grávida para ir escalar um dos picos mais complicados do mundo. Assim que chega ao Tibete, começa a visitar as diversas cenas dos crimes, sendo que a primeira delas é chocante, uma vez que obrigaram um monge a comer amendoins até morrer empanturrado… comeu três, portanto! Logo de seguida testemunha com horror um cenário em que outro monge foi supostamente assassinado por ter ido ao barbeiro, e ter pedido para lhe apararem as pontas do cabelo pois estavam a ficar espigadas… o barbeiro fez o que ele pediu e aplicou-lhe uma gillette na cabeça. O que a vaidade obriga as pessoas a fazer. O próximo monge a pisar o risco, foi um tipo que ao que parece terá pedido ao cozinheiro da cantina uma posta à mirandesa, uma vez que só gostava de comer carne. Ora, toda a gente sabe que se deve renunciar os prazeres carnais, sob o risco de se ser acusado de cometer luxúria… comesse antes uma posta de pescada cozida. Avareza, cometeu o gajo que ao ver um amigo necessitado de um transplante de coração, e tendo ele ao que parece um suficientemente grande, não se ofereceu para lhe ceder parte e salvar-lhe a vida, e por isso ficou sem ele na totalidade. Quem não escapou também e levou por tabela, foi o outro gajo, porque convenhamos, ter só meio coração a funcionar correctamente, é claramente um indício de que a preguiça se começa a apoderar do indivíduo. Quanto aos últimos dois pecados, o assassino guardou-os para ele próprio e para o detective. Para ele deixou a inveja, uma vez que sempre desejou ser alpinista, e começou aos poucos a cobiçar a vida do nosso herói. Para o detective deixou a ira, pois assim que lhe rouba o material de escalada, é-lhe permitido experienciar, a sensação de corrente de ar que um tiro na cabeça consegue provocar. No final, e quando ele pensava que seria elevado a herói nacional, rebenta a guerra, e como ele se encontrava em território inglês, é considerado inimigo e é feito prisioneiro de guerra, o que o leva a realizar o eufórico comentário “Caraças, que já me lixei!”. No entanto, nem tudo é mau nesta situação, e o facto de ter bastante tempo disponível, e de ser nesse momento o único estrangeiro no Tibete, faz com que venha a ter o privilégio de poder brincar aos índios e aos cowboys com um jovem Dalai Lama a sair da casca.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sozinho Em Cas...Per




Para aqueles que nunca terão visto o filme “Sozinho em Casa” a minha pergunta é “Por onde andaram nos últimos quase vinte anos?”. Eu próprio devo-o ter visto de livre e espontânea vontade pelo menos duas vezes, sendo que só não o vi mais vezes nos últimos dezoito anos, graças a uns reflexos dignos de um lémure consumidor de ecstasy, os quais apliquei sempre que praticava o zapping no meu televisor, mais ou menos por altura das comemorações natalícias. Cada vez que nos aproximamos do Natal, há duas coisas que podemos tomar como certas, mais um novo ano que se aproxima, e que alguém vai levar com o puto ranhoso que insiste em ser abandonado pelos pais. Se fizermos um esforço, poderemos ver ainda que Macaulay Culkin se aparenta bastante com o protagonista do segundo filme, senão reparem no tom de pele cor de cal e na categoria com que conseguiu desaparecer do cinema num ápice. Em relação ao segundo filme, devo começar por salientar que estou a usar o título em inglês, não por dar mais jeito para fazer o trocadilho, mas acima de tudo porque fantasma que é fantasma não pode correr o risco de dizer “Olá, eu sou o Gasparzinho, e estou aqui para vos assombrar… buuhh!” Meu Deus… que medo… acho que me saiu uma gotinha. Juntar os dois filmes, é uma parvoíce tal, só equiparada pela ideia de terem feito um “Sozinho em Casa 3”, em que foram obrigados a mudar de actor principal, ou correríamos o risco de ainda hoje termos que levar com o gajo já perto dos trinta anos, em qualquer coisa tipo “Sozinho em Casa de Alterne”. Este novo filme foca um tema para o qual devemos todos ser alertados… os casais que nunca ouviram falar em contracepção e que no entanto gostam de lhe dar como se fossem coelhos! O problema é que são tantos os filhos, que quando querem ir de férias, fica sempre um esquecido. Casper é um fantasminha vítima disso mesmo, de repente vê-se sozinho e abandonado em casa, a qual ele pretende assombrar de uma maneira que venha a orgulhar os seus pais. O problema é uma dupla de bandidos que vê no facto de a casa estar vazia, uma oportunidade para a assaltar. Casper vai ter que fazer de tudo para evitar que isso aconteça, e começa a espalhar armadilhas por toda a casa, e principalmente nos possíveis pontos de entrada para os larápios. Impressionante é a capacidade dos bandidos caírem em todas as armadilhas, e de o fazerem alternadamente, possibilitando que possamos visionar tranquilamente a estupidez de ambos. Espaço ainda pelo meio para as habituais traquinices em casa, como por exemplo comer doces sem os pais saberem, descer escadas de trenó, e inclusive a cena em que Casper experimenta fazer a barba e aplicar after-shave. Macacadas hilariantes a não perder, principalmente se tiver menos de cinco anos ou um severo atraso mental.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sei O Que Fizeste O Biberão Passado


                                               HORINHA DA MAMA PEQUERRUCHO!

Faz hoje uma semana que passaram sete dias em que me deu na bolha misturar “Olha Quem Fala” com “Sei o Que Fizeste o Verão Passado”. No primeiro filme temos um recém-nascido que tem como dom principal, a característica única dos seus pensamentos fluírem em forma de voz do Bruce Willis; será que nunca ninguém terá desconfiado e pensado que se calhar o pirralho era filho dele? … Até no penteado são iguais. No segundo filme temos uma série de adolescentes inconscientes, que por acidente atropelam mortalmente um homem misterioso, que volta a aparecer no ano seguinte, com o intuito de os assassinar de variadas maneiras, algumas das quais eu cheguei a equacionar aplicar ao John Travolta quando assisti ao primeiro dos filmes em questão. O novo filme retrata a história de um recém-nascido, que depois de ter feito menos cocó e chichi na fralda do que o costume, decide ir até à praia com os amigos comemorar o acontecimento, mas levando no entanto, uma embalagem de descartáveis à cautela. E pronto, um gajo já sabe como é que é, quando se vai a uma festa na praia, principalmente de fralda, temos tudo para ser o centro das atenções. Com tudo o que era gaja a fazer-lhe olhinhos, ele faz o que qualquer homem faria… mete-se nos copos para ganhar coragem. Depois de grande festarola, de ter ingerido pelo menos uma grade de biberões de leite morninho, e de já quase não se aguentar em pé de tanto soninho, decide voltar para casa com os colegas, conduzindo o seu carrinho de bebé, com uma taxa de calciolémia muito superior à permitida por lei. Durante a viagem, e quando vinha a conduzir ao mesmo tempo que bebia mais um biberão, lia um livro de prevenção rodoviária, e tocava a musica do Noddy em castanholas, atropela acidentalmente um homem vestido de pescador que se atravessa à frente da sua viatura não motorizada. Assim que se apercebe do que aconteceu, decide imediatamente fazer aquilo que qualquer pessoa responsável faz numa situação deste tipo… não, não é fugir meus bandidos, é certificar-se que o tipo está morto, e com a ajuda dos amigos, livrar-se do corpo atirando-o de uma falésia, uma vez que se chamasse a polícia, poderia ir preso por conduzir sobre o efeito de cálcio. Assim que chega a casa, e para esquecer o que aconteceu, prepara-se para mamar mais um biberão de leite morno, quando recebe uma mensagem por pombo-correio, que diz o seguinte: “Sei o que fizeste o biberão passado!”. Oh, meu Deus! Assustado, rapidamente pensa que poderá ter sido algum dos seus amigos na brincadeira, mas assim que eles começam a cair como tordos em época de caça, apercebe-se que o assunto é mais sério do imaginava e que tem de lutar pela sua sobrevivência, ou no mínimo, lutar para não levar um grande tautau… o maroto!

sábado, 29 de agosto de 2009

Realizadores Vs. Taco De Basebol Nas Trombas




De há uns anos para cá, o que parece estar na moda, talvez por falta de ideias originais, é tentar juntar duas personagens cinematográficas que tenham obtido determinado sucesso, e tentar criar uma porcaria qualquer que posteriormente tentam apelidar de filme. De certo modo, fazem com as personagens, um pouco o que eu tento fazer com alguns filmes, sendo que a principal diferença, é que eu tenho consciência que o resultado final vai ser uma boa merda, ao passo que outros tentam ganhar a vida a fazer isso. Um bom exemplo intitula-se “Alien Vs. Predator”; dois bicharocos que na minha opinião, em separado fizerem um óptimo trabalho a aterrorizar a malta, e que graças à brilhante ideia de os juntar no mesmo filme, tiveram agora direito a estrear-se na área da comédia. Outro caso semelhante, é o de “Freddy Vs. Jason”; de certeza que toda a gente se lembra dos vários “Pesadelos em Elm Street” e do clássico “Sexta-Feira 13”… de juntar os dois protagonistas principais num só filme, e borrar a pintura, só se lembrou um gajo que ao que parece, dizem que é realizador de cinema! Se calhar já estava na altura de fazer outra palhaçada parecida, qualquer coisa estilo “Shrek Vs. Kung Fu Panda”, “Indiana Jones Vs. Jack Sparrow”, ou o tão aguardado e assustador “Chucky Vs. Marilyn Manson”, filme este que para dar mais pica, eu aconselho a ser visionado sozinho, numa noite de lua cheia e sentado em frente ao televisor apenas com um balde de pipocas, um pack de cerveja e uma muda de cuecas lavadas… não vá o diabo tecê-las! Outra situação que me tem irritado no cinema ultimamente, é a falta de qualidade dos remakes que têm sido feitos. Pude visionar há pouco tempo atrás o novo “Sexta-Feira 13”, e não pude deixar de reparar que o facto de o terror ter baixado drasticamente de qualidade, é nos dias de hoje compensado por uma ou duas teenagers boazonas que têm como problema principal, o facto de não conseguirem evitar andar constantemente com as mamas ao léu… problema delas obviamente, porque por mim tudo bem; o meu problema é que agora estou tão habituado a esse pormenor, que ver um filme de terror sem mamas, é para mim o equivalente a ouvir três músicas seguidas do Marante, sem ainda ter ingerido pelo menos quatro malgas de vinho tinto… simplesmente não consigo assimilar toda a genialidade envolvida no processo!
Comentário final para o mau da fita, cuja deficiência, ao que parece não está apenas na cara, mas também numa resistência sobre-humana a ferimentos, e à dor por eles infligida. O gajo resiste a facadas, a tiros, a rolos compressores, a enforcamentos, a fisgadas, e muito possivelmente até ao caso extremo de uma unha encravada, o que me leva a pensar que devíamos aproveitar todo esse potencial e aplica-lo num filme ao melhor estilo hollywoodesco que se poderia talvez intitular “Jason Vs. Al Qaeda”… era limpinho, não?

sábado, 22 de agosto de 2009

Prego A Fundo




Depois de uma semana, em que todos nós seguimos com entusiasmante expectativa, a estreia de dois dos blockbusters porno deste verão… com certeza já se aperceberam que me estou a referir a “Idade do Grelo 3”, e ao previsível êxito de bilheteiras “O Fabuloso Pepino de Amélie Poulain”… é somente natural que escreva agora uma crónica que tenha tudo a ver com o tema. Vou portanto falar de desportos motorizados. E para isso, nada melhor do que escolher um dos êxitos da carreira de Tom Cruise, intitulado “Dias de Tempestade” e transformá-lo na versão portuguesa “Dias de Trovoada com Possibilidade de Chuviscos Durante a Tarde”. A história gira em torno de um piloto amador de automóveis, cujo único sonho é conseguir correr na principal competição motorizada do país… a Nascarjacking … uma espécie de Nascar, mas onde o objectivo principal é interceptar e surripiar o maior número de viaturas concorrentes. As coisas começam a correr de feição, quando consegue angariar um patrocínio que lhe permite ingressar numa equipa profissional e na competição tão desejada, mas cedo se apercebe que as dificuldades irão ser muitas, uma vez que enfrenta concorrentes bastante experientes na arte do gamanço. Ao fim de algumas provas, vê-se envolvido num aparatoso acidente com o seu principal rival, e é transportado para o hospital, onde é assistido por uma médica boazona, pela qual ele se apaixona de imediato, e a qual ele convida nesse preciso momento para ir beber um saco de soro fresquinho e comer um pires de tremoços. Ao mesmo tempo, o rival descobre que tem um problema de visão, que em linguagem clínica é habitualmente conhecido pelo nome de “não ver a ponta de um corno”, e que se está a agravar, o que futuramente o vai impedir de competir. Outrora rivais, tornam-se então grandes amigos, e o nosso protagonista, ainda chocado por ver como é frágil a carreira de qualquer piloto, vai fazer de tudo para ganhar a competição e dedicá-la ao seu mais recente amigo. Temos ainda que suportar aquele pingue-pongue lamechas entre uma namorada constantemente preocupada e amuada pelo risco que o seu amado corre, sempre que faz uma corrida, e o namorado que se está profundamente a cagar para isso, pois não imagina passar um dia sem ter sido premiado pelo menos com uma overdose de adrenalina e uma conta de bate-chapas de bradar aos céus. Tempo ainda pelo meio para a típica relação pupilo/professor, entre o nosso piloto e o velhote que é o chefe da equipa para a qual ele corre, em que para variar um bocadinho, inicialmente o piloto não faz o que o velho diz, e embora todo o potencial esteja claramente presente no indivíduo, as coisas começam a correr mal… é só uma questão de esperar pelo final do filme, que é quando geralmente os artistas se apercebem que está escrito no guião que em última instância têm que vencer.

sábado, 15 de agosto de 2009

Visão Impossível




De certeza que toda a malta se lembra do filme “À Primeira Vista”, um drama que retrata um agente secreto, que pertence a uma equipa de agentes secretos, recebendo planos secretos, para executar missões ultra secretas… Mais não posso dizer porque é segredo, ok! Por outro lado temos o incrível filme de acção “Missão Impossível”, a história de um cego, que curiosamente não consegue ver, e que graças a uma operação inovadora, consegue ver o mundo pela primeira vez, sendo que passado pouco tempo, deixa de ver novamente devido a uma incompatibilidade de horários com os respectivos órgãos oculares… Ou se calhar troquei os enredos, uma vez que ultimamente ando com a memória tão fresca como uma bosta de cavalo no asfalto depois de dois dias em que os termómetros ultrapassaram largamente os 60°C à sombra. Voltando ao que interessa, vamos então dar largas à imaginação e criar o primeiro agente secreto cego da história de Hollywood, o tipo de agente secreto que na sua primeira missão de espionagem, em que imaginemos, teria de ir a um baile de máscaras, vestiria a sua fatiota Sadomasoquista em látex vermelho, e entraria por engano no edifício ao lado, que por coincidência era uma mesquita muçulmana em hora de oração… ora aí está uma bela história para mais tarde contar aos netos! De qualquer maneira, a história começa com o nosso herói e a sua equipa, numa missão que dá para o torto e em que morrem praticamente todos os seus companheiros, incluindo o seu líder e mentor (ou pelo menos ele assim o pensava), e que o deixa como principal suspeito de toda aquela trapalhada. Inicialmente ele não vê a sua situação com bons olhos (1ª chalaça), mas mais tarde veio a aperceber-se que a verdade esteve sempre à frente dos seus olhos (2ª chalaça), e que na verdade o responsável por toda aquela desgraça, foi desde o início, o seu velho amigo e mentor. Rapidamente elabora um plano de vingança, que na sua óptica (3ª chalaça), serviria para limpar o seu nome e apanhar o verdadeiro mau da fita, chegando mesmo a dada altura do filme, a dizer a célebre frase “Comigo é assim… olho por olho!” (4ª chalaça). Todo o restante filme, é uma variedade de momentos de acção, estilo penetrar em instalações de alta segurança, escalar edifícios de 5.000 andares, saltar de comboios em andamento, e inclusive atirar-se de pára-quedas de um passeio alto, para a berma da estrada… uma loucura portanto. Tanto mais que as principais dificuldades em realizar todas estas proezas, seriam não só evitar magoar-se com a bengala, mas fundamentalmente convencer o cão guia a alinhar nelas também.

sábado, 8 de agosto de 2009

Barbaridade Duvidosa




Juntando “Conan – O Bárbaro” com “Sweeney Todd – O Terrível Barbeiro de Fleet Street” surgiu-me a ideia de criar o musical “Conan – O Barbeiro”. O simples facto de imaginar Conan a cantar e a dançar, além de me levar imediatamente às lágrimas, também me parece à partida pouco viável, mas de qualquer maneira sinto-me impelido a tentar.
Conan nasceu há milhares de anos atrás numa pequena aldeia da Ciméria e como qualquer rapaz da idade dele gostava de brincar, de saltar e de jogar playstation com os amigos, até que a sua aldeia é atacada por um grupo de guerreiros sanguinários comandados por um senhor do mal, sendo que ao mesmo tempo que os seus pais são assassinados, Conan é feito prisioneiro para que futuramente trabalhe como escravo. Conan cresce, e graças aos trabalhos forçados, torna-se um homem forte e com apenas uma coisa em mente… barbear homens de barba rija… ah, é verdade, e vingar-se do mau da fita pela morte dos seus pais.
Certo dia, aproveitando a folga para o almoço, Conan consegue fugir do seu local de trabalho forçado e sair do país, onde vem a aprender tudo sobre a arte de ser barbeiro. Os anos passam, mas o desejo de sangue não, e Conan decide que está na hora de voltar à Ciméria e iniciar o seu plano de vingança. Ele é agora um homem bastante mudado, não só fisicamente como mentalmente, e apesar de ter um aspecto bastante sóbrio, está completamente passado dos cornos. Assim que se instala na Ciméria, Conan abre uma barbearia de seu nome “O Bigodes”, onde começa a degolar todos os clientes que lhe aparecem à frente e não apenas aqueles que considerava culpados pela sua miséria.
Era uma questão de tempo até ser apanhado pelas autoridades policiais, e assim que foi preso, pediu para ser extraditado e julgado em Portugal. Em tribunal alegou que o motivo de degolar tantas pessoas, foi porque não utilizava uma navalha de barbeiro convencional, mas sim uma espada de guerreiro cimeriano que teria herdado, e que pesava cerca de doze quilos, o que faria com que a sua mão não fosse tão precisa… perfeitamente aceitável! Escusado será dizer que Conan foi absolvido e recebeu uma choruda indemnização que imediatamente doou à Liga Protectora dos Barbeiros Sanguinários e ao grupo de apoio psicológico Barbeiros Anónimos.

sábado, 18 de julho de 2009

Ninja Am...Quê?



Pergunta: Quem se lembra de um dos maiores filmes de arte marciais dos anos oitenta intitulado “ Ninja Americano”?

Resposta: Eu, e é nestas alturas que tenho pena de ainda não ter sido abalroado por um invulgar e galopante surto de Alzheimer… ou se calhar já fui e não me lembro… adiante.
É incrível admirar a capacidade dos americanos em particular, de se adaptarem às diversas culturas espalhadas pelo mundo inteiro e inclusive de se superiorizarem em algumas práticas aos próprios nativos dessas culturas, senão vamos a ver… ele é ninjas, ele é samurais, ele é o estares a ser atacado por leões famintos em plena savana africana e o melhor caçador africano que desenrascam, é um americano que por acaso vive em África há ano e meio, e estrangula felinos com as próprias mãos, enfim… mariquices. Nunca se terão eles lembrado de adoptar uma cultura que por si só é sinónimo de macho, como a portuguesa?; caso viesse a acontecer poderia estar aqui hoje a falar de filmes como o incontornável “Pauliteiro Americano” ou o imprescindível “O Último Vendedor de Bifanas”, com certeza blockbusters do cinema mundial.
Acerca do filme em questão só me apetece fazer a sua versão maricas convertendo-o no “Ninja Amaricado”. Atenção, eu disse maricas e não homossexual, pois nada tenho de pessoal contra os segundos, uma vez que na teoria quantos mais forem, mais gajas sobram (é fazer as contas); na prática, pelo que me tenho vindo a aperceber não têm sobrado é para mim, o que me deixa bastante revoltado, e por isso gostaria de pedir a quem tem ficado com as minhas que as devolvesse imediatamente.
O filme começa por contar a história de um tipo solitário e errante, especialista em artes marciais que é capturado pelas autoridades, ainda não sei muito bem porquê, e lhe é dado a escolher entre a prisão e o serviço militar. O gajo fica indeciso pois nas duas pode conhecer muito macho, mas acaba por escolher a segunda pois sempre teve um fraquinho por gajos de farda. É imediatamente destacado para as Filipinas onde a primeira missão do seu pelotão é a de transportar uma quantidade enorme de munições para a sua base. Durante a viagem o pelotão é atacado por um grupo rebelde que rouba todas as munições, assassina todos os militares, excepto ele, e ainda consegue raptar a filha do coronel responsável pela base militar, que por um acaso só ao alcance de Hollywood também viajava com eles. O gajo enerva-se pois no meio da confusão estragou uma unha de gel e parte imediatamente atrás dos rebeldes, não porque algum deles fosse bastante giro, mas porque a sua toilette estava arruinada, uma vez que no meio do material roubado, ia o seu cinto de munições em tom pastel que combinava com a sua farda. Escusado será dizer que recuperou o cinto… deixou a gaja morrer… e ao voltar à base mudou de ideias, e decidiu deitar o cinto fora pois achou que afinal até não lhe ficava assim tão bem.
Posteriormente, ao receberem a notícia que a base iria ser atacada pelos rebeldes, percebe que irá ter que recorrer a toda a sua arte ninja para os derrotar, nem que para isso tenha que utilizar as suas estrelas ninja com purpurinas, as suas matracas Christian Dior, os mocassins demolidores ou até mesmo o seu écharpe camaleão que lhe permite ficar invisível.
É portanto um filme igual a todos os outros do estilo, pecando por isso na falta de originalidade!

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